Sorriso: Preço do arroz chega a R$ 130 a saca e demanda segue aquecida

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Sorriso: Preço do arroz chega a R$ 130 a saca e demanda segue aquecida

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19 de Novembro de 2020 as 21:10

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Os preços do arroz em casca na praça de Sorriso (MT) seguiram firmes nos últimos dias, cotados em cerca de R$ 130 a saca de 60 kg, com a demanda aquecida pelo cereal e negócios sendo realizados pelos produtores. No Oeste da Bahia, a saca também tem oscilado pouco e está ao redor de R$ 75 nesta semana e, em São Paulo, as cotações estão próximas de R$ 140 a saca.

Os produtores da região central do país têm conseguido recompor suas margens de lucro nos últimos meses com a alta nas cotações. Angelo Maronezzi, engenheiro agrônomo e diretor da Agro Norte Pesquisa e Sementes, comentou recentemente esse cenário do mercado do arroz. A empresa desenvolve e comercializa desde 1994 cultivares de arroz, feijão, soja convencional e outros grãos, além de tecnologias e sistemas de produção.

Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, as negociações foram mais pontuais nos últimos dias, com produtores mais distantes do mercado. "Orizicultores estão preocupados, visto que o semeio avança e que o volume recente de chuvas não foi suficiente para repor os mananciais", disse em nota o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

Apesar do cenário no estado produtor do Sul do país, os preços estiveram divergentes nos últimos dias, com posicionamentos de agentes diferentes em uma mesma região, segundo o Cepea. O Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, com pagamento à vista, recuou 0,32% na quarta-feira (18), fechando a R$ 104,66/saca de 50 kg, após recorde de R$ 106,34 em outubro.

Mercado internacional

No cenário internacional, os preços do arroz recuaram em outubro na maioria dos países exportadores, com exceção do Vietnã que tem atraso na safra. O índice Osiriz InfoArroz (IPO), do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), anotou um recuo de 5 pontos sobre setembro, para 221,9 pontos.

"Nesta época do ano, a demanda por importação é geralmente menor em função das colheitas principais do Hemisfério Norte, que estão no pico e durarão até o início do próximo ano", pontou o Cirad em relatório.

 



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