11 de setembro completa 19 anos: relembre o atentado

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11 de setembro completa 19 anos: relembre o atentado

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11 de Setembro de 2020 as 09:45

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O dia 11 de setembro de 2001 ficou marcado na memória de bilhões de pessoas ao redor do planeta. O ataque terrorista aos Estados Unidos não apenas chocou o mundo, mas deu origem às guerras do Afeganistão e do Iraque com a caça a Osama bin Laden (Al-Qaeda), provocou a crise econômica de 2007 afetando os mercados mundiais, transformou a segurança dos aeroportos e abalou a convivência entre o ocidente e o mundo islâmico com as ameaças terroristas.


A série de ataques suicidas contra os Estados Unidos foram coordenados pela organização fundamentalista islâmica al-Qaeda. Na manhã daquele dia, dezenove terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros. Os sequestradores colidiram intencionalmente dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, matando todos a bordo e muitas das pessoas que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram duas horas após os impactos, destruindo edifícios vizinhos e causando vários outros danos.

O terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de ArlingtonVirgínia, nos arredores de Washington, D.C.. O quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores, que a tinham reencaminhado na direção da capital norte-americana. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.

Quase três mil pessoas morreram durante os ataques, incluindo os 227 civis e os 19 sequestradores a bordo dos aviões. A esmagadora maioria das vítimas eram civis, incluindo cidadãos de mais de 70 países. Além disso, há pelo menos um óbito secundário - uma pessoa foi descartada da contagem por um médico legista, pois teria sido morto por uma doença pulmonar devido à exposição à poeira do colapso do World Trade Center.

Os quatro voos foram:

  • Voo 11 da American Airlines: deixou o Aeroporto de Boston às 07h59min com rota para Los Angeles e uma tripulação de 11 membros e outros 76 passageiros, não incluindo os cinco sequestradores. Os terroristas colidiram o avião contra a Torre Norte do World Trade Center às 08h46min;
  • Voo 175 da United Airlines: deixou o Aeroporto de Boston às 08h14min em rota para Los Angeles com uma tripulação de nove membros e 51 passageiros, sem incluir os cinco sequestradores. Os terroristas colidiram o avião contra a Torre Sul do World Trade Center às 09h03min;
  • Voo 77 da American Airlines: deixou o Aeroporto Internacional Washington Dulles, na Virgínia, às 08h20min em rota para Los Angeles com uma tripulação de seis membros e outros 53 passageiros, não incluindo cinco sequestradores. Os terroristas colidiram o avião contra o Pentágono às 09h37min;
  • Voo 93 da United Airlines: deixou o Aeroporto Internacional de Newark às 08:42 em rota para São Francisco, com uma tripulação de sete membros e outros 33 passageiros, não incluindo os quatro sequestradores. Depois que os passageiros se rebelaram, os terroristas derrubaram o avião no chão, perto de Shanksville, na Pensilvânia, às 10h03min.
  • Os Estados Unidos responderam aos ataques com o lançamento da Guerra ao Terror: o país invadiu o Afeganistão para derrubar o Taliban, que abrigou os terroristas da al-Qaeda. Os Estados Unidos também aprovaram o USA PATRIOT Act. Muitos outros países também reforçaram a sua legislação antiterrorismo e ampliaram os poderes de aplicação da lei.
  • Algumas bolsas de valores estadunidenses ficaram fechadas no resto da semana seguinte ao ataque e registraram enormes prejuízos ao reabrir, especialmente nas indústrias aérea e de seguro. O desaparecimento de bilhões de dólares em escritórios destruídos causaram sérios danos à economia de Lower Manhattan, em Nova Iorque.
  • Os danos no Pentágono foram reparados em um ano, e o Memorial do Pentágono foi construído ao lado do prédio. O processo de reconstrução foi iniciado no local do World Trade Center. Em 2006, uma nova torre de escritórios foi concluída no local, o World Trade Center 7.
  • A torre One World Trade Center, construída no local, é um dos arranha-céus mais altos da América do Norte, com 541 metros de altura. Mais três edifícios estão previstos para serem construídos no local das antigas Torres Gêmeas, além de um memorial às vítimas dos ataques já concluído. O Memorial Nacional do Voo 93 começou a ser construído em 8 de novembro de 2009 e a primeira fase de construção foi concluída no 10º aniversário dos atentados de 11 de setembro, em 2011.
  • Em reportagem especial, o jornalista Wagner Cantori analisa os impactos do maior atentado terrorista da história e entrevista Rubens Antonio Barbosa, embaixador do Brasil em Washington na época do atentado (1999-2004); o cientista político, especialista em guerras e professor de Relações Internacionais (ESPM) Heni Ozi Cukier; o mestre em Direito e Economia e professor de Direito Internacional e Relações Internacionais (FAAP) Marcus Vinícius de Freitas; e o Sheik Jihad Hassan Hammadeh, presidente do Conselho de Ética da União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI).
  • Memorial
  • Memorial de 11 de setembro é uma homenagem as vítimas do atentado às torres gêmeas.  Ele fica no marco zero, no local original das torres foi construído através de doações de pessoas e instituições que queriam homenagear os mortos no atentado terrorista de 11 de setembro.
  • O museu do memorial ainda está em construção e terá fotos do WTC antes e depois do atentado, objetos encontrados nos escombros, e relatos diversos. Mesmo assim, a vista das piscinas norte e sul já é imperdível. Ao redor das piscinas estão os nomes de todas as pessoas que morreram nos atendados de 1993 e 2001 no WTC e em 2001 no Pentágono.

Junto ao memorial está o One World Trade Center, o observatório mais alto de Nova York, e na minha opinião a melhor vista de Nova York. 

A experiência começa na subida, o elevador mostra uma espécie de Time Lapse que detalha a transformação da cidade de Nova York ao longo das últimas décadas.

Confira livros que falam sobre o atentado:

1 - Homem em Queda, de Don DeLillo: Homem em queda nos mostra o ataque fundamentalista a Nova York como uma monstruosa metáfora da nossa civilização. Um romance inquietante, catártico, sobre como o evento reconfigurou a vida das pessoas, sua memória e sua percepção do mundo. 

2 - O Fundamentalista Relutante, de Mohsin Hamid: Changez, um paquistanês que vivera por muitos anos nos Estados Unidos, encontra-se com um norte-americano num café em Lahore. Aos poucos, ele narra sua história a esse enigmático visitante. Depois de estudar em Princeton, onde fora o primeiro colocado de sua turma, Changez tinha a vida praticamente ganha - trabalhava numa empresa de elite em Nova York e havia conhecido a garota de seus sonhos. Naquele momento, sentia-se cada vez mais integrado ao estilo de vida norte-americano. Mas tudo muda quando ele vê, pela televisão, as Torres Gêmeas desmoronando. 

3 - Cidade Pequena, de Lawrence Block: O autor policial, criador de personagens inesquecíveis como Matt Scudder, faz de Cidade Pequena um ousado painel sobre Nova York pós-11/09. Entre seus vários personagens, há o sujeito que, após perder a família nos atentados, entrega-se a uma espécie de vingança contra a própria cidade, assassinando seus concidadãos. (Companhia das Letras; tradução de Anna Viana)

4 - Os Filhos do Imperador, de Claire Messud: É um thriller de alta voltagem erótica ambientado na Nova York atual. Lawrence Block descreve a investigação dos crimes cometidos por um misterioso serial killer. A primeira vítima é a corretora Marilyn Fairchild, estrangulada na própria cama. 

5 - O Último Grito, de Thomas Pynchon: Meses antes do ataque terrorista contra as Torres Gêmeas, a simpática Maxine, uma especialista em fraudes fiscais, é contratada por um documentarista para investigar as movimentações suspeitas de uma start-up. A trilha do dinheiro desviado parece levar a Gabriel Ice, misterioso investidor que anda interessado em comprar o código-fonte do DeepArcher, um novo videogame que transforma a deep web numa realidade virtual habitável.  

 



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