Sorriso: PC conclui inquérito do caso Sara, envia para MP, e acusado deve ir a júri popular

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Sorriso: PC conclui inquérito do caso Sara, envia para MP, e acusado deve ir a júri popular

JKNOTICIAS   

23 de Setembro de 2020 as 12:06

Montagem JKNOTICIAS

A polícia civil concluiu na última segunda feira (21/09) o Inquérito do caso Sara Vitória Fogaça Paim, desaparecida há 10 anos, que no começo deste mês, teve mais um capítulo, onde os policiais fizeram escavaçõe, onde o suspeito disse ter enterrado o corpo da menina.


O inquérito concluiu que a Sara foi estuprada e morta por um pedreiro, identificado como Antônio Ramos Escobar, de 58 anos, confessou que estava de bicicleta, viu a menina na rua e deu carona para ela.

O inquérito foi encaminhado ao novo promotor do Ministério Público, que agora tem 10 dias para oferecer a denúncia contra o suspeito ou não.


Sendo denunciado o suspeito vira réu e o processo começa a correr, devendo Antônio Ramos Escobar, de 58 anos, ir a júri popular.


O CASO SARA

Há 10 anos desaparecia Sara Vitória Fogaça Paim, na época com então com cinco anos, a menina saiu de sua casa localizada no bairro Primavera, município de Sorriso-MT, no dia 01/06/2010 por volta das 14:30 para brincar na rua e desapareceu. Sara foi vista pela última vez no interior do Estádio Municipal Egídio José Preima enquanto brincava com outras crianças.

No dia em que desapareceu, Sara trajava apenas um short azul e tamanco. A menina morava com a mãe, Eva Aparecida Fogaça da Silva, o padrasto, Waldemar Lopes, e mais dois irmãos.

A princípio, achavam que Sara tinha desaparecido enquanto brincava na rua, porém, apenas nove dias depois do desaparecimento, as outras crianças comunicaram que estiveram brincando com a Sara no estádio. As crianças foram embora do campo de futebol e Sara teria ficado brincando no local.

Foi encontrado em uma das paredes dos cômodos do referido estádio manchas de sangue, contudo, foi realizada perícia técnica e deu negativa como sendo o da Sara.

O padrasto da menina chegou a ter sua prisão temporária decreta após uma testemunha comunicar a polícia que viu Sara na garupa da bicicleta dele por volta das 16:30. O homem negou todas as acusações e como não havia provas suficientes contra ele, foi liberado 15 dias depois.

Houve boatos na época que o padrasto era dependente químico e que teria trocado a menina em algum ponto de venda de drogas da cidade. Tudo não passou de boato, já que ninguém comunicou formalmente a polícia.

A polícia trabalha com a hipótese de que Sara tenha sido vítima de tráfico de órgãos ou, ainda, de adoção ilegal.

Eva Fogaça acredita que sua filha esteja viva e que tenha sido raptada e vendida para outra família ou até mesmo que estaria vivendo no exterior.

O caso mobilizou a cidade de Sorriso e hoje Sara está com 15 anos.

Qualquer informação sobre a Sara Vitória Fogaça Paim, disque 100 (Direitos Humanos), 190 (Polícia Militar) ou 181 (Denúncia).

Assista as reportagens da época:


 



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