Família diz que bebê teve cabeça arrancada no parto em hospital

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Família diz que bebê teve cabeça arrancada no parto em hospital

UOL   

18 de Outubro de 2020 as 12:00

Rede Social

Homem, que desferiu 11 murros em ex-namorada, fala sobre agressões e diz que estava bêbado e o vídeo é antigo

Acusado de espancar a ex-namorada em Ilhéus, sul da Bahia, Carlos Samuel Freitas Costa Filho concedeu entrevista ao programa Balanço Geral, na quinta-feira (15).

Carlos, que já tem outras denúncias de agressão familiar contra ex-namoradas e familiares mulheres, disse que o vídeo é antigo e tentou se defender das acusações, apesar de reconhecer que não há justificativa para o ato.

 “O vídeo é antigo, tem uns quatro meses. Estávamos bebendo. Anteriormente ela tinha feito agressões contra mim, tentou me dar murro, me dar facada. Ela tinha muito ciúmes de mim. Ela não podia ver ninguém passar do meu lado que queria me dar tapa na cara. Depois desse dia aí, no outro dia pedimos desculpa", afirmou ao apresentador José Eduardo.

Uma família do interior do Pará afirma que um bebê teve a cabeça arrancada na hora do parto, na Santa Casa de Misericórdia, em Belém. O caso, que aconteceu na manhã de sexta-feira (16), foi registrado na delegacia de polícia que fica no próprio hospital.

Familiares dizem que profissionais de saúde forçaram um parto normal, mesmo a mãe tendo indicação de cesariana por conta de problemas de saúde do feto. O hospital afirma que houve complicações. A instituição abriu investigação e afastou os funcionários envolvidos.

Segundo o marido, a mulher dele, de 26 anos, estava com oito meses de gravidez e chegou ao hospital por volta das 6h da manhã, transferida de ambulância do município de Ourém, no nordeste do Pará, onde o casal mora. "O médico de Ourém encaminhou para Belém, com um papel que dizia que o bebê só poderia nascer se ela fosse operada", afirma o rapaz, de 25 anos.

A jovem estava acompanhada de uma amiga, que teria presenciado toda a situação.

Segundo o boletim de ocorrência, a jovem grávida esperou por mais de três horas até ser levada para a sala de parto. "Eles estavam esperando para ver se ela tinha passagem, mesmo sem ela poder ter normal", diz o marido.

Como foi o atendimento, segundo a amiga

A amiga relatou à família e à polícia que acompanhou a jovem grávida até a sala de parto e que, por diversas vezes, avisou os profissionais que estavam atendendo que a paciente não poderia ter parto normal. Mesmo assim, os médicos continuaram pedindo para que ela fizesse força.

"Eles não deram ouvidos e ficaram mandando ela (sic) fazer força. Fizeram tanta força que a cabeça veio na mão da enfermeira e depois caiu no chão. Só operaram depois, para tirar o resto do corpo", lamenta o marido.

Na ocorrência, a amiga diz ainda que a sala de parto estava lotada e que várias pessoas vestidas de "uniforme verde" assistiam tudo. A família afirma que, após o ocorrido, a jovem foi sedada para ser operada para a retirada do corpo da criança.

À polícia, a amiga também afirmou que, por duas vezes, as enfermeiras ouviram o coração da criança, sendo uma na chegada ao hospital e outra na hora do parto. Mas, depois do ocorrido, um homem disse que o bebê já estava morto "na barriga" e que não sobreviveria por conta de uma má formação.

Segundo o marido, a mulher está chocada e permanece internada, sem previsão de alta. Ela sabe que a criança morreu, mas não em que circunstâncias. "Achamos melhor não contar para ela ainda. Vamos deixar ela (sic) melhorar para contar", diz ele.

A mulher tem um filho de 9 anos, de outro relacionamento. Mas este seria o primeiro bebê com o atual marido.

Funcionários foram afastados

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), usou o Instagram para informar que mandou afastar todos os envolvidos que participaram do atendimento e pediu à Polícia Civil para apurar o caso.

Em nota, a Santa Casa do Pará informou que lamenta profundamente o ocorrido e que a gestante vinda de Ourém recebeu atendimento da equipe assim que deu entrada. Em relação ao bebê, o texto diz que, "por conta de ser prematuro e de múltiplas deformações fetais e apresentar tecido amolecido, foram realizadas diversas manobras para a retirada do mesmo, ainda assim houveram (sic) complicações na extração fetal".

O hospital também afirma que está dando todo apoio à família e já abriu uma investigação sobre o atendimento para tomar as devidas providências.

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as causas e identificar os responsáveis, para eventuais punições.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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