Plantão
Justiça

MT: Deputados são denunciados por suposto superfaturamento em obra de estacionamento

Publicado dia 09/11/2018 às 09h27min | Atualizado dia 09/11/2018 às 15h09min
Segundo denúncia do MPE, licitações teriam sido superfaturados e direcionadas sob pagamento de propina. Órgão pede condenação por improbidade e ressarcimento de R$ 16,6 milhões.

Os deputados estaduais Romoaldo Júnior (MDB) e Mauro Savi (DEM) foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por suposta fraude em duas licitações para construção de vagas de estacionamento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ao todo, segundo o órgão, o prejuízo aos cofres públicos é superior a R$ 17 milhões.

G1 tenta contato com a defesa dos parlamentares.

Além dos deputados, foram denunciados: Valdenir Rodrigues Benedito (servidor da ALMT), Mário Kazuo Iwassake (servidor da ALMT), Adilson Moreira da Silva (servidor da ALMT), Tirante Construtora, Alan Marcel de Barros (empresário), Alyson Jean Barros (empresário) e Anildo Lima de Barros (administrador de empresa). O G1 tenta localizar a defesa dos citados.

A investigação teve início depois que uma denúncia anônima foi feita ao MPE.

Segundo o órgão, o processo licitatório teria sido direcionado e superfaturado. Os valores a título de superfaturamento teriam sido repassados a membros da ALMT como forma de propina pelo favorecimento na licitação.

A empresa vencedora foi contratada para a construção das vagas de estacionamento pelo valor de R$ 29 milhões.

A obra teve início em abril de 2014. Em janeiro do ano seguinte, entretanto, o valor foi aditivado em R$ 6,9 milhões.

Em julho de 2017, um parecer técnico feito a pedido da ALMT apontou irregularidades, entre elas, a ausência de boletins de medição, e serviços pagos e não executados e pagos em duplicidade.

“Nota-se que os gestores Romualdo Júnior e Mauro Savi não agiram conforme lhes é exigido pelas normas constitucionais e legais, pois com suas condutas, permitiram e endossaram que a Assembleia Legislativa sofresse um prejuízo de mais de R$ 17 milhões em apenas uma única obra”, diz trecho da denúncia.

Na ação, o MPE pede a condenação dos citados pelo crime de improbidade administrativa e o pagamento solidário de R$ 16,6 milhões.

 

Fonte: Portal G1