Caramuru, que arrematou área no Porto de Santana, prevê dobrar abastecimento e gerar mais de 600 empregos
Fonte: G1MT
23 de Setembro de 2021 as 09:40
Caramuru, que arrematou área no Porto de Santana, prevê dobrar abastecimento e gerar mais de 600 empregos
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Com expectativa de dobrar a capacidade de abastecimento de grãos a partir da ampliação da estrutura de transporte de cargas, a empresa vencedora do leilão da uma área de 3,1 mil metros quadrados dentro do Porto de Santana, no Amapá, apresentou nesta quarta-feira (22) o plano de atividades que serão desenvolvidas a partir do 1º semestre de 2021.

A Caramuru Alimentos, uma das principais empresas de processamento de soja, milho, girassol e canola do país, já operava desde 2014 no porto, mas em concessões renováveis de 6 meses.

Com a vitória no leilão, a empresa vai poder atuar por 25 anos na área com investimento inicial de R$ 43 milhões e previsão de gerar 600 empregos diretos e indiretos.Diretor da Caramuru Alimentos apresentando plano de atividades — Foto: PMS/Divulgação

Diretor da Caramuru Alimentos apresentando plano de atividades — Foto: PMS/Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Antônio Balan, diretor de Logística e Portos do Grupo Caramuru — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

A área é destinada à movimentação de granéis sólidos vegetais, especialmente farelo de soja. Um dos ganhos pelo Porto de Santana é a redução do tempo de viagem para a Europa em relação a outros portos, de pelo menos 3 dias.

"Esse porto vai receber toda a carga que vem de Sorriso, todas as barcaças, da origem do Porto de Itaituba no Pará, e transportamos para o porto de Bach, na Alemanha", completou Balan.Área arrematada pela empresa no Porto de Santana — Foto: Divulgação

Área arrematada pela empresa no Porto de Santana — Foto: Divulgação

Entre os investimentos previstos para o terminal portuário está a ampliação da estrutura de shiploader, equipamento responsável por transportar a carga do solo para o navio. O novo equipamento prevê dobrar a capacidade de abastecimento de embarcações.

"Nossa expectativa é que o município e principalmente o porto, desenvolva com mais celeridade e traga benefícios, como geração de renda. Modernizando os equipamentos portuários e essa modernização vai permitir uma agilidade maior no carregamento dos navios", pontuou o prefeito de Santana, Bala Rocha.Bala Rocha, prefeito de Santana — Foto: PMS/Ascom

Bala Rocha, prefeito de Santana — Foto: PMS/Ascom

A nova estrutura vai auxiliar não só apenas as cargas da Caramuru Alimentos, mas de todas as empresas que atuam com exportação pelo porto, que segue sendo gerenciado pela Companhia Docas de Santana (CDSA), empresa pública.

"Vai ter essa segurança e continuar operando normal como operou e a Companhia Docas vai continuar gerenciando o porto", reforçou Edival Tork, presidente da CDSA.

O leilão de arremate da área foi realizado em 13 de agosto na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) declarou o nome das vencedoras na última quinta-feira (16).

O próximo passo é a assinatura do contrato junto ao Ministério da Infraestrutura, que deve acontecer em até 60 dias.

A partir daí, começa a contar o prazo para que a empresa faça os investimentos previstos no projeto.Porto de Santana está localizado na foz do Rio Amazonas — Foto: CDSA/Divulgação

Porto de Santana está localizado na foz do Rio Amazonas — Foto: CDSA/Divulgação