Junior Pasqualetto, preso em Sinop, nessa quinta-feira (28), enquanto ajudava um vizinho apagar um incêndio, foi detido por chamar um bombeiro militar de “negão filho da puta”. A informação é do major Brito do 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso.
Em entrevista à imprensa local, o major disse que a guarnição do Corpo de Bombeiros levou onze minutos a partir do momento em que foi acionada para chegar ao local do incidente. Nesse momento, assumiu o controle dos trabalhos de combate às chamas.
Contudo, durante todo o tempo, Junior insistiu em entrar no perímetro delimitado para atuação dos bombeiros e reagia com ofensas e xingamentos sempre que era solicitado a deixar a zona de perigo.
“Num determinado momento, um dos militares nossos o orientou para que cessasse esses xingamentos e parasse com esses desacatos senão ele seria preso. Mesmo assim ele insistiu e nesse momento ele xingou esse militar de negão filho da puta. Teve esse xingamento, um xingamento que caracteriza injúria racial. O corpo de bombeiros do estado de Mato Grosso não compactua com esse tipo de ofensa e nesse momento houve a apreensão”, relatou aos jornalistas.
Com a repercussão do caso nas redes sociais em Sinop, o vereador e advogado Marcos Vinicius Borges assumiu a defesa do acusado.
Marcos Vinicius explicou que, após ser levado à delegacia, Junior apenas assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), foi ouvido e liberado em seguida.
Além disso, o advogado esclareceu que a situação não irá comprometer a primariedade de Junior, ou seja, o caso não o fez “perder o réu primário” e os bons antecedentes dele também serão mantidos.
“Isso não irá manchar, sujar ou retirar nem a primariedade dele, muito menos os bons antecedentes. Vai ser uma defesa bem tranquila, é um delito com uma pena muito baixa”, disse o advogado.
Repórter MT