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    Sorriso: Com 2 filhos, atleta de destaca em competições de fisiculturismo e sonha viver do esporte

    Quebrar barreiras para ocupar espaços tradicionalmente masculinos ainda é desafio de muitas mulheres atualmente. No fisiculturismo não é diferente. O esporte é visto como “para homens” e as atletas precisam de força e determinação em dobro para se destacar.

    𝐀𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐫 𝐬𝐮𝐚 𝐎𝐏𝐈𝐍𝐈𝐀̃𝐎 𝐨𝐮 𝐂𝐑𝐈́𝐓𝐈𝐂𝐀, 𝐟𝐚𝐜̧𝐚 𝐬𝐞𝐮 𝐏𝐈𝐗, 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐮𝐝𝐞𝐫, 𝐞 𝐚𝐩𝐨𝐢𝐞 𝐨 𝐉𝐊𝐍𝐎𝐓𝐈𝐂𝐈𝐀𝐒.𝐂𝐎𝐌 𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫 𝐭𝐞 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐢𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐝𝐨. 𝐅𝐚𝐜̧𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐃𝐨𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐂𝐇𝐀𝐕𝐄 𝐏𝐈𝐗: 𝟐𝟖.𝟏𝟓𝟏.𝟐𝟗𝟕/𝟎𝟎𝟎𝟏-𝟎𝟓 𝐑𝐀𝐙𝐀̃𝐎 𝐒𝐎𝐂𝐈𝐀𝐋: 𝐌𝐈𝐃𝐀𝐒 𝐏𝐔𝐁𝐋𝐈𝐂𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐄 𝐌𝐀𝐑𝐊𝐄𝐓𝐈𝐍𝐆

    Mesmo com tantos desafios, a paixão pelo fisiculturismo e pela musculação fizeram com que Eliane Santos Tanan Silva, 40, chegasse à marca de 10 troféus conquistados na modalidade, ao qual tem se dedicado desde 2022. Com treinos diários e muita garra, ela se desdobra para alcançar um bom condicionamento físico e estético para participar das disputas regionais e nacionais, além de conciliar a atividade com o trabalho e os cuidados com os dois filhos que dependem 100% dela.

    Natural de Arenápolis (258 km a médio-norte), Eliane mudou-se para Sorriso com a família aos 15 anos. Estudou, formou-se em Serviço Social, passou em concurso público, ficou um período em Ipiranga do Norte (530 kmn ao norte) e depois retornou à capital do agronegócio. A atividade física entrou definitivamente em sua vida por questões de saúde. Devido a fortes dores que sentia nas costas e a descoberta de 4 nódulos de mama, Eliane, orientada pelo médico, decidiu que iria mudar os hábitos.

    A qualidade de vida e o ganho de massa muscular eram suas metas iniciais. Fez um ano de treinos funcionais, mas não conseguia aumentar o peso, algo que a incomodava. Foi então que partiu para a musculação e pegou gosto pelos exercícios.

    Na academia que frequentava via imagens de pessoas musculosas que praticavam o fisiculturismo e assim o esporte foi introduzido em sua vida. Incentivada por um personal trainer, que viu potencial no tipo físico e na disciplina com que comparecia aos treinos, Eliane deu uma chance à modalidade.

    “Eu tinha minha rotina organizada, também tinha a questão da alimentação e já gostava da musculação. Queria conhecer alguém que fizesse isso para ver como era, então fui para Sinop e falei com a Adriane e o Giovane, que são ‘coachs’, cuidavam de atletas e também são atletas. Naquela época eles falaram que em 4 meses teria um campeonato em Cuiabá, e me incentivaram a ir para experimentar”, relembra.

    Faltando um mês e meio para a primeira competição regional, ela decidiu que iria de vez para ganhar. Com auxílio dos preparadores físicos, foi aumentando as cargas e treinos. Mesmo sem muita experiência, chegou a disputa e gostou do que sentiu. “Foi aí que eu subi no palco e depois, quando desci, a Adriana olhou pra mim e falou assim, ‘e aí, o que você achou?’, eu respondi, cara, é isso aqui que eu quero pra minha vida”, conta.

    Apesar das câimbras por conta da desidratação, a alegria era tamanha que o foco já estava na próxima competição e de lá saiu com o nacional em mente, a competição Arnold Sports Festival South America, maior evento fitness multiesportivo do Brasil, que remete ao ator e fisiculturista Arnold Schwarzenegger.

    Quando chegou ao evento meses depois, mal conseguia acreditar. “O Arnold era enorme. Tinha um monte de gente de outros países, as meninas conversavam em outras línguas e eu não sabia nem o que eu estava fazendo ali. É um evento internacional, o maior da América Latina, com o foco maior no fisiculturismo, porque o Arnold foi fisiculturista. Quando eu trouxe a prata de lá, eu pensei, é só a minha segunda competição, então tô no caminho certo”, recorda.

    Preconceitos e julgamentos

    O segundo e último Arnold que participou tem local especial em seu coração e memória. Esta é uma das premiações mais relevantes para ela e a faz relembrar todos os desafios para chegar até lá. Eliane conta que precisou enfrentar o preconceito quando decidiu se enveredar por este caminho.

    “Muitas pessoas não aceitavam. Então, eu percebi que eu não posso mudar as pessoas, mas o conhecimento pode fazer com que elas pensem diferente sobre o esporte. Entendo esse olhar, porque um dia eu olhei diferente pra ele, tento entender que a outra pessoa viveu em outra época, que não vive o que eu vivo e não vai me entender. Então eu parei de querer convencer as pessoas e busco só dar o meu exemplo”, diz.

    Divulgação

    Na verdade, para Eliane, o apoio dos dois filhos adolescentes foi essencial para o seu incentivo. O orgulho que sentem em relação ao esporte que a mãe pratica é combustível para persistir e traçar metas futuras para permanecer no atletismo.

    “Todos os dias eu escuto críticas. ‘Ai você tá ficando masculinizada’, ‘homem não gosta de mulher malhada’, ‘para que fazer isso?’, ‘come isso aqui não vai dar nada’. Mas também ouço muita coisa positiva, ‘que bacana isso que você está fazendo,’ ‘você é um exemplo para mim que sou mãe e quero persistir na academia’. Então eu tenho tentado ignorar a parte negativa e mostrar meu exemplo para mudar a mentalidade das pessoas. Mostrar que eu não moldo meu corpo para atrair alguém, não faço isso para eles, faço para mim, é meu estilo de vida. O prazer de subir ao palco e ver que me sacrifiquei por 6 meses e consegui alcançar meu objetivo valeu a pena”, pontua.

    Ela confessa que quando iniciou nas competições não houve oposição das pessoas, pois não acreditavam que ela iria tão longe. Ao perceberem que estava na mídia e com os resultados das competições, muitos mudaram seu comportamento em relação à modalidade e aos preconceitos que tinham.

    “É um esporte que te expõe muito, que mostra muito o seu corpo. Ele é moldado de acordo com o que os árbitros pedem para poder mostrar, mas o meu caráter, ele não tá ali à amostra. Ali está só um físico que a gente trabalha para ver quem está melhor naquele momento, que o árbitro está te avaliando, só isso”, pontua.

    Competições e categorias

    Dentro do fisiculturismo, existem diferentes categorias para mulheres que o praticam. As mais conhecidas são Bikini Fitness, Wellness, Body fitness e Women’s Physique. Eliane se enquadra na Bikini, por conta de seu tipo físico, de mulher “fina”, algo que não se escolhe em qual “quer” se encaixar, mas a genética define.

    Os trajes utilizados na apresentação no palco também seguem um padrão de acordo com a federação e as regras. “Para você subir no palco, você tem que usar um biquíni e uma sandália de acordo com as regras que eles colocam. Tem a medida do salto, geralmente são sandálias transparentes. A gente procura não abusar na maquiagem e tem a pintura que a gente faz no corpo, então eles têm os padrões. Não é simplesmente chegar lá e colocar qualquer coisa. Então você tem que procurar empresas que já trabalham dessa maneira, com a federação”.

    Rotina da casa e de treino

    Eliane acorda às 4h da manhã para iniciar o dia e já começa com treinos para definir o abdômen. Em seguida, organiza as coisas da casa e a alimentação dos filhos para dar continuidade a rotina.

    “Deixo tudo prontinho e 5 horas estou na academia. Eu saio de lá às 7h30, porque eu faço o treino que é passado pelos treinadores e faço o cardio, que geralmente é uma hora na esteira. Chego em casa, tomo banho, pego os meninos e levo pra aula. Vou para escola onde eu trabalho. Às 11 horas eu saio e faço almoço, dou para eles. Meio-dia eu já tenho que estar na escola de novo até 6 horas mais ou menos. Aí chego em casa, organizo o material deles, uniforme, dieta. Aí, às 8 horas da noite, já era, é só dormir”, narra a rotina cronometrada.

    Planos futuros e carreira no esporte

    A agenda de competições deste ano já está organizada. Em junho Eliane tem planos de participar de competição regional em Cuiabá. As regionais classificam para as nacionais por determinado período, por isso a importância dos atletas sempre participarem.

    Mariana da Silva

    No Arnold do ano passado, Eliane conseguiu o troféu de prata mesmo com pouca experiência. No segundo Arnold alcançou o ouro, uma motivação ainda maior e mira em competições maiores. “Hoje no Brasil, os maiores campeonatos são o Arnold, o Olympia e o Master Brasil, que são classificatórios até para níveis internacionais, ou então para profissionais”, explica.

    O sonho de Eliane é chegar ao Mister Olympia na categoria feminina, o único dos 3 que ainda não participou e o tem como desafio. A competição é como a copa do mundo dos eventos de fisiculturismo.

    Focada em fazer do hobby uma profissão, Eliane almeja apoio e patrocínios para fazer do esporte também sua fonte de renda, pois despende energia e custos para se manter ativa nas competições.

    “Então, agora nós vamos para o Pantanal Contest em junho e em outubro nós vamos para o Olímpia, se Deus quiser, e em novembro eu quero voltar no Master Brasil. O objetivo hoje é me tornar profissional. Quando você é profissional e compete, concorre a alguns valores em dinheiro. Além desse objetivo, eu quero sim ter um patrocínio”, diz.

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