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Polícia

Menina, de 7 anos, faz desenho mostrando que foi estuprada pelo próprio pai

A Polícia Civil de Barra do Piraí, no Sul do Rio de Janeiro, está investigando um estupro de vulnerável sofrido por uma menina, de 7 anos. O principal suspeito é o pai dela, de 39 anos.

𝐀𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐫 𝐬𝐮𝐚 𝐎𝐏𝐈𝐍𝐈𝐀̃𝐎 𝐨𝐮 𝐂𝐑𝐈́𝐓𝐈𝐂𝐀, 𝐟𝐚𝐜̧𝐚 𝐬𝐞𝐮 𝐏𝐈𝐗, 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐮𝐝𝐞𝐫, 𝐞 𝐚𝐩𝐨𝐢𝐞 𝐨 𝐉𝐊𝐍𝐎𝐓𝐈𝐂𝐈𝐀𝐒.𝐂𝐎𝐌 𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫 𝐭𝐞 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐢𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐝𝐨. 𝐅𝐚𝐜̧𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐃𝐨𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐂𝐇𝐀𝐕𝐄 𝐏𝐈𝐗: 𝟐𝟖.𝟏𝟓𝟏.𝟐𝟗𝟕/𝟎𝟎𝟎𝟏-𝟎𝟓 𝐑𝐀𝐙𝐀̃𝐎 𝐒𝐎𝐂𝐈𝐀𝐋: 𝐌𝐈𝐃𝐀𝐒 𝐏𝐔𝐁𝐋𝐈𝐂𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐄 𝐌𝐀𝐑𝐊𝐄𝐓𝐈𝐍𝐆

O estupro aconteceu no sábado (18), na casa da família, no distrito de Dorândia, mas só foi relatado pela criança na segunda-feira (20), na escola (entenda abaixo).

O g1 obteve com exclusividade junto à Polícia Civil um desenho feito pela própria menina retratando como ocorreu o crime. A ilustração foi feita na delegacia da cidade, acompanhada de uma policial.

Menina de 7 anos desenha estupro sofrido por ela — Foto: Divulgação/Polícia Civil

No desenho (veja acima), a criança mostra o pai a pegando pelo braço, a colocando na cama e deitando sobre ela. A ilustração também revela a irmã, de 5 anos, que estava tomando banho no momento do crime.

O pai estava sozinho com as duas filhas em casa, pois a mãe havia saído para ir ao médico.

Crime revelado na escola

A suspeita do estupro foi levantada na escola em que a menina estuda. A diretora da unidade chamou a mãe para falar que a filha estava suja de sangue porque havia menstruado.

A mulher, no entanto, desconfiou de que o sangue fosse a menstruação, pois a filha ainda tem 7 anos.

De acordo com a Polícia Civil, ao ser questionada pela mãe, a criança disse que o pai a pegou pelo braço, levou para cama e tirou sua roupa, vindo a cometer o estupro. A dinâmica do crime é semelhante ao desenho feito pela vítima.

Laudo confirmou o estupro

No mesmo dia em que o estupro foi registrado na delegacia, a vítima foi levada para o Instituto Médico Legal (IML) e realizou um exame de corpo de delito.

Segundo a Polícia Civil, o laudo pericial apontou pequenas manchas vermelhas, acompanhadas de uma secreção, no hímen e comprovou que houve ato libidinoso.

“[A secreção] servirá para pesquisa de espermatozoides e futuro exame de DNA, a fim de provar se o pai foi ou não o abusador”, disse o delegado titular da delegacia de Barra do Piraí, Antônio Furtado.

Medida protetiva

Em depoimento à Polícia Civil, a mãe da criança disse que está separada do pai da criança, mas que os dois moram na mesma casa e que ela confia nele para cuidar das filhas quando precisa sair.

Afirmou também que, após retornar do médico, não reparou nada de diferente no comportamento da vítima e do ex-companheiro.

Diante da denúncia, a mulher solicitou à polícia para que fosse pedido à Justiça uma medida protetiva para a filha. A ordem, caso seja expedida, determina que o pai deixe de ter qualquer tipo de contato com a menina.

“Já solicitamos as medidas protetivas da Lei Henry Borel, e serão tomadas todas as medidas necessárias para esclarecer este caso”, afirmou o delegado.

Inquérito policial

A Polícia Civil instaurou um inquérito policial para apurar o caso. O delegado Antônio Furtado disse que o pai da criança já foi intimidado para prestar depoimento.

O homem não foi preso porque o estupro foi relatado dois dias depois do acontecido. Assim, não se configurou como flagrante.

A pena por estupro de vulnerável pode chegar a 15 anos de cadeia.

G1

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