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MT: Pai que matou filho, de 14 anos, com paulada na cabeça após briga por venda de videogame é condenado a 12 de anos de prisão

Um pai acusado de agredir e matar o próprio filho de 14 anos, com pauladas na cabeça, foi condenado a 12 anos de prisão, nessa segunda-feira (1º), pela Justiça mato-grossense. O crime aconteceu em março de 2017, no Bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.

𝐀𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐫 𝐬𝐮𝐚 𝐎𝐏𝐈𝐍𝐈𝐀̃𝐎 𝐨𝐮 𝐂𝐑𝐈́𝐓𝐈𝐂𝐀, 𝐟𝐚𝐜̧𝐚 𝐬𝐞𝐮 𝐏𝐈𝐗, 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐮𝐝𝐞𝐫, 𝐞 𝐚𝐩𝐨𝐢𝐞 𝐨 𝐉𝐊𝐍𝐎𝐓𝐈𝐂𝐈𝐀𝐒.𝐂𝐎𝐌 𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫 𝐭𝐞 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐢𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐝𝐨. 𝐅𝐚𝐜̧𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐃𝐨𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐂𝐇𝐀𝐕𝐄 𝐏𝐈𝐗: 𝟐𝟖.𝟏𝟓𝟏.𝟐𝟗𝟕/𝟎𝟎𝟎𝟏-𝟎𝟓 𝐑𝐀𝐙𝐀̃𝐎 𝐒𝐎𝐂𝐈𝐀𝐋: 𝐌𝐈𝐃𝐀𝐒 𝐏𝐔𝐁𝐋𝐈𝐂𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐄 𝐌𝐀𝐑𝐊𝐄𝐓𝐈𝐍𝐆

Durante a sessão no Tribunal do Júri da capital, Manoel Francisco Barroca foi julgado por homicídio duplamente qualificado. O Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceu que o crime foi cometido por motivo fútil e que impossibilitou a defesa da vítima.

Segundo o MPMT, na época do crime, a vítima chegou em casa decidido vender o videogame que havia ganhado da mãe, para consertar o celular. O pai discordou da decisão e houve uma discussão.

Momentos depois, o pai saiu da casa e voltou segurando um pedaço de pau na mão, dizendo ao filho que ele não iria vender o videogame e ameaçou quebrar o aparelho. O filho então jogou o videogame no chão e o pai golpeou a vítima no pescoço, que caiu desacordada.

Ao perceber a gravidade da situação, o pai segurou o filho no colo, tentou acordá-lo e pediu para que um vizinho o ajudasse a levar a vítima até uma policlínica. A vítima foi encaminhada ao Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, mas ficou em coma e morreu dias depois.

Relembre o caso

Em março de 2017, Manoel Francisco Barroca foi preso suspeito de ter agredido o filho dele, de 14 anos. À Polícia Militar, ele disse que ele e o adolescente trocaram agressões e que deu um empurrão no garoto, que bateu a cabeça no corrimão da escada.

Logo após a morte do filho, a mãe tinha dado a mesma versão do marido, de que ele tinha sofrido uma queda da escada. No entanto, o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) não apontou essa suposta queda como causa.

Durante as investigações sobre o caso, a mulher entrou várias vezes em contradição, até que confessou que o marido tinha matado o filho a pauladas depois dele se envolver em uma discussão. Com base em provas da autoria do crime, a Delegacia Especializada de Defesa da Criança e Adolescente (Deddica) pediu e a Justiça determinou a prisão preventiva dele.

Em 2018, em audiência de custódia, ficou decidido que Manoel Francisco Barroca seria monitorado por tornozeleira eletrônica até o julgamento.

G1MT

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