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    Sorriso: Ari Lafin fala sobre caso de rachadinha; “jamais permitirei que me chamem de corrupto” disse o prefeito, que fez ANPP de R$ 200 mil

    O prefeito de Sorriso, Ari Lafin, se manifestou nesta segunda-feira (06.05) sobre o vazamento do acordo de não persecução penal firmado por ele, e outros três servidores municipais, o qual pôs fim a uma investigação preliminar conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originárias (Naco) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

    𝐀𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐫 𝐬𝐮𝐚 𝐎𝐏𝐈𝐍𝐈𝐀̃𝐎 𝐨𝐮 𝐂𝐑𝐈́𝐓𝐈𝐂𝐀, 𝐟𝐚𝐜̧𝐚 𝐬𝐞𝐮 𝐏𝐈𝐗, 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐮𝐝𝐞𝐫, 𝐞 𝐚𝐩𝐨𝐢𝐞 𝐨 𝐉𝐊𝐍𝐎𝐓𝐈𝐂𝐈𝐀𝐒.𝐂𝐎𝐌 𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫 𝐭𝐞 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐢𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐝𝐨. 𝐅𝐚𝐜̧𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐃𝐨𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐂𝐇𝐀𝐕𝐄 𝐏𝐈𝐗: 𝟐𝟖.𝟏𝟓𝟏.𝟐𝟗𝟕/𝟎𝟎𝟎𝟏-𝟎𝟓 𝐑𝐀𝐙𝐀̃𝐎 𝐒𝐎𝐂𝐈𝐀𝐋: 𝐌𝐈𝐃𝐀𝐒 𝐏𝐔𝐁𝐋𝐈𝐂𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐄 𝐌𝐀𝐑𝐊𝐄𝐓𝐈𝐍𝐆

    Ari firmou o acordo de não persecução penal com o Ministério Público do Estado (MPE) e deve pagar R$ 200 mil para não ser processado por associação criminosa. O caso é referente à cobrança de valores mensais dos servidores comissionados da prefeitura, como uma espécie de rachadinha no Executivo.

    O procedimento tramitava em sigilo de justiça, mas acabou sendo acessado ilegalmente e, posteriormente, vazado para vários meios de comunicação do estado.

    “Como parte do processo, eu estava impedido de revelar o conteúdo do acordo. Todavia, diante do vazamento, me sinto na obrigação de vir a público para esclarecer os pontos controvertidos e rebater eventuais especulações políticas”, afirmou o gestor em entrevista concedida à imprensa.

    Segundo Lafin, a investigação teve início em 2021 com base em uma denúncia anônima que apontava a existência de um suposto esquema de “rachadinha” entre membros do Poder Executivo.

    “Faço questão de repetir tudo o que disse à época e que foi tomado a termo pelo Ministério Público. Tínhamos um grupo de amigos que se reunia para jogar futebol e nos confraternizarmos. Como eram muitas pessoas, e eu não tinha condições de arcar com a despesa sozinho, lembro que alguém propôs uma vaquinha entre amigos o que foi de pronto aceita por todo mundo. Ocorre que três anos depois veio o período eleitoral, e na política tem aquela coisa de que o amigo de hoje pode se tornar o inimigo de amanhã”, contextualiza.

    Lafin relembra que o grupo era composto por cerca de 40 pessoas. Sendo que cada uma delas se comprometeu a repassar voluntariamente R$ 200 mensais. Inicialmente ficou acordado que o valor arrecadado seria usado para custear gastos com os encontros, mas parte dele teve finalidade diversa como o pagamento de tratamento de saúde para dois membros do grupo diagnosticados com câncer e para quitar algumas multas aplicadas a coligação política pela Justiça Eleitoral.

    “A arrecadação de recursos para o custeio de atividades recreativas é algo plenamente possível. Nosso erro foi não instituir uma associação ou algo nesse sentido para regulamentar a entrada e saída desses valores.

    Reconheço que talvez tenha sido ingênuo por não me atentar a essa formalidade, mas jamais permitirei que chamem de corrupto. Até mesmo porque não existiu dolo e nem prejuízo aos cofres públicos. Esse também foi o entendimento dos promotores de Justiça, caso contrário eles não teriam proposto o acordo”, disse Lafin ao reiterar a confiança nos órgãos fiscalizadores e de controle do estado de Mato Grosso.

    “Reafirmo que nosso erro foi o de unicamente não ter regulamentado uma associação. Nunca existiu essa coisa de desvio de recurso público como chegou a ser ventilado à sociedade sorrisense. Quanto ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, minha confiança e respeito a ambas instituições seguem inabaladas”, explica o gestor ao confidenciar que a experiência alterou a forma de gerir a coisa pública e sua vida privada.

    “A partir do momento que fui intimado que precisaria me defender dessa denúncia estapafúrdia, convoquei todos os secretários e solicitei a suspensão de toda e qualquer confraternização promovida por eles. Nem amigo secreto fazemos mais para evitar que situações como essa se repitam”, concluiu.

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