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    Sorriso: Júri popular de Ramira “picadinho”, mãe que matou, esquartejou e enterrou bebê onde cachorra dormia para viver um grande amor com uma mulher, irá acontecer em junho

    Ramira Gomes da Silva, atualmente com 24 anos, a mãe que matou, esquartejou e enterrou seu filho Bryan da Silva Otany, de 4 meses, para poder viver um romance com outra mulher, vai a júri popular no dia 21 de junho de 2024.

    𝐀𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐫 𝐬𝐮𝐚 𝐎𝐏𝐈𝐍𝐈𝐀̃𝐎 𝐨𝐮 𝐂𝐑𝐈́𝐓𝐈𝐂𝐀, 𝐟𝐚𝐜̧𝐚 𝐬𝐞𝐮 𝐏𝐈𝐗, 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐮𝐝𝐞𝐫, 𝐞 𝐚𝐩𝐨𝐢𝐞 𝐨 𝐉𝐊𝐍𝐎𝐓𝐈𝐂𝐈𝐀𝐒.𝐂𝐎𝐌 𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫 𝐭𝐞 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐢𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐝𝐨. 𝐅𝐚𝐜̧𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐃𝐨𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐂𝐇𝐀𝐕𝐄 𝐏𝐈𝐗: 𝟐𝟖.𝟏𝟓𝟏.𝟐𝟗𝟕/𝟎𝟎𝟎𝟏-𝟎𝟓 𝐑𝐀𝐙𝐀̃𝐎 𝐒𝐎𝐂𝐈𝐀𝐋: 𝐌𝐈𝐃𝐀𝐒 𝐏𝐔𝐁𝐋𝐈𝐂𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐄 𝐌𝐀𝐑𝐊𝐄𝐓𝐈𝐍𝐆

    A data foi designada pelo Juiz de Direito Rafael Depra Panichella, da 1ª Vara Criminal de Sorriso. As testemunhas de acusação já estão sendo intimadas para comparecer ao júri de forma presencial, ou por videoconferência.

    O crime, que completa 3 anos neste mês de maio, chocou Sorriso por sua crueldade. A ré confessa do crime, a mãe do bebê, Ramira Gomes da Silva, segue presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto.

    Ramira foi denunciada por homicídio qualificado depois de matar e esquartejar o próprio filho. De acordo com o Ministério Público, a mãe agiu imbuída de vontade de matar, por motivação torpe, meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

    Presa desde maio de 2021, em novembro daquele ano, a Defensoria Pública, que a representa, solicitou soltura junto à comarca de Sorriso, mas recebeu negativa. O defensor citava insanidade mental e requeria exame.

    Após a negativa, a defensoria recorreu ao Tribunal de Justiça, que requerendo o exame que atesta se a ré usufrui de plenas faculdades mentais. Em fevereiro, a 1ª Câmara Criminal, por unanimidade, concedeu o pedido. Porém, o exame ainda não foi feito e o processo tramita sob segredo de Justiça na comarca de Sorriso.

    Ramira responde por homicídio, ocultação de cadáver, com qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima.

    No pedido do exame, a Defensoria cita depressão pós-parto, além de todo trauma vivido desde a infância que pode ter impactado na saúde mental da ré.

    Consta no documento judicial que Ramira foi adotada aos 2 anos e que logo em tenra infância presenciou o pai matar a mãe. Foi morar com uma irmã, com quem passou boa parte da vida.

    Aos 13 anos começou a usar drogas, tendo experimentado todas. O uso perpetuou até o dia de sua prisão. Nesse meio tempo ela se casou duas vezes. A primeira aos 17 anos e depois aos 21

    Ela teve uma filha com o primeiro marido, de quem se separou amigavelmente e tinha guarda compartilhada da criança. Não há queixa de maus tratos contra o primogênito.


    Posteriormente se casou com outro homem, com quem teve Bryan. O companheiro usava drogas e o fato motivou a separação. Na época do crime, a ré namorava à distância uma mulher e iria viajar para encontra-la. O relacionamento teria motivado o crime, visto que a criança atrapalharia a relação.

    O caso


    O crime foi cometido com requintes de crueldade. Segundo a mãe, na madrugada de 14 de maio ela matou o bebê asfixiado com um travesseiro. Foram necessárias duas tentativas para conseguir matar o filho, que estava no carrinho.

    Depois do homicídio, ela levou o corpo até a pia da cozinha, onde cortou as mãos e pés do filho, para facilitar esconder o cadáver. Ela colocou os membros dentro de latas de leite em pó, embalou em sacos de lixo e deixou na lixeira em frente da casa.

    Ela ainda lavou o local e jogou as roupas que usava fora. O tronco e cabeça foram enterrados em uma cova rasa embaixo de um tanque de lavar roupa no quintal.


    Ao amanhecer, foi até o mercado para comprar produtos de limpeza para tentar eliminar os vestígios de sangue na cozinha. Depois de ter matado o filho, ela ainda compareceu à uma consulta no dentista, como se nada tivesse acontecido.

    Os restos mortais foram encontrados por um cachorro e logo os vizinhos chamaram a polícia.

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