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Quero mais mulheres e negros no governo, mas é difícil achar, diz Lula

Em entrevista ao UOL nesta quarta-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), destacou sua intenção de aumentar a representação de mulheres e negros no governo, refletindo a diversidade da população brasileira. Lula enfatizou que, embora seja sua vontade, a busca por esses perfis enfrenta obstáculos devido à falta de uma participação política histórica desses grupos.

𝐀𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐫 𝐬𝐮𝐚 𝐎𝐏𝐈𝐍𝐈𝐀̃𝐎 𝐨𝐮 𝐂𝐑𝐈́𝐓𝐈𝐂𝐀, 𝐟𝐚𝐜̧𝐚 𝐬𝐞𝐮 𝐏𝐈𝐗, 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐮𝐝𝐞𝐫, 𝐞 𝐚𝐩𝐨𝐢𝐞 𝐨 𝐉𝐊𝐍𝐎𝐓𝐈𝐂𝐈𝐀𝐒.𝐂𝐎𝐌 𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫 𝐭𝐞 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐢𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐝𝐨. 𝐅𝐚𝐜̧𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐃𝐨𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐂𝐇𝐀𝐕𝐄 𝐏𝐈𝐗: 𝟐𝟖.𝟏𝟓𝟏.𝟐𝟗𝟕/𝟎𝟎𝟎𝟏-𝟎𝟓 𝐑𝐀𝐙𝐀̃𝐎 𝐒𝐎𝐂𝐈𝐀𝐋: 𝐌𝐈𝐃𝐀𝐒 𝐏𝐔𝐁𝐋𝐈𝐂𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐄 𝐌𝐀𝐑𝐊𝐄𝐓𝐈𝐍𝐆

“Não é que não tenha [mulheres e negros]. É que a oferta é menor na medida em que, embora sejam a maioria da população, [mulheres e negros] não tiveram uma participação política histórica mais contundente”, afirmou o presidente em referência aos desafios encontrados na composição de seu governo.

Atualmente, o ministério de Lula conta com nove mulheres em diferentes pastas ministeriais, abrangendo áreas como Ciência, Tecnologia e Inovação, Cultura, Meio Ambiente, e Saúde, entre outras. Em contrapartida, homens ocupam a maioria das pastas, secretarias e órgãos com status de Ministério.

Na questão racial, dez ministros se identificam como pretos ou pardos, incluindo figuras como Margareth Menezes, Anielle Franco e Marina Silva, enquanto apenas uma ministra é indígena, Sônia Guajajara. Lula destacou a importância da representatividade racial e de gênero no governo, expressando o desejo de que seu governo “tenha a cara do Brasil”.

Posicionamento sobre questões de gênero

Apesar dos desafios em encontrar mulheres para altos cargos, Lula reforçou seu apoio à participação feminina na política e elogiou o engajamento das mulheres em manifestações recentes. Ele criticou vigorosamente um projeto de lei que equipara a penalização do aborto tardio à do homicídio, descrevendo-o como uma “carnificina contra mulheres” e defendendo o direito das mulheres de protestar e se engajar politicamente.

“Ainda bem que as mulheres estão indo para a rua. Esse é um dado importante: mulher tem que ir para a rua, não é mais um objeto de mesa e cama em lugar nenhum do Brasil, mulher é agente política, não quer apenas tomar conta da casa, ela também quer trabalhar fora, ela quer ser cidadã plena”, enfatizou o presidente.

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